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09/08

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10/08

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11/08

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12/08

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13/08

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SERÃO 8 PARTICIPANTES NA CASA DA OAB MAIS DESEJADA DO BRASIL

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14/08

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15/08

AULA 2: A ESTRATÉGIA

16/08

AULA 3: A ACADEMIA

17/08

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AMANDA

29 ANOS

ESPECIALISTA EM OAB

ADVOGADA / MENTORA / EX-ASSESSORA NO TJSP

Ahmanda - Todos os direitos reservados - 2021

Oras bolas.

Aqui deveria ser aquela parte da página em que eu escancararia um currículo maravilhosa e meticulosamente arranjado com a impecabilidade olímpica (ou seria olimpiana?).

Que eu daria a famigerada “carteirada” sobre todas as minhas grandes realizações profissionais e sobre os homéricos feitos alcançados tão rapidamente, ao longo dos meus poucos vinte e oito anos.

Deveria deixar você, leitor, com uma pontinha de inveja ao final. Boquiaberto. Menina prodígio, pensariam alguns. A prima que eu certamente não gostaria de ter, outros tantos elucubrariam.

MAS NÃO FAREI ISSO.

Pelo oras bolas inicial, você já deve ter percebido que este não será um “sobre mim” tradicional.

SOU AVESSA AO TRADICIONALISMO. TENHO UM DESPREZO NATO PELAS REGRAS E PELAS IMPOSIÇÕES DE QUALQUER SORTE QUE TENTEM ENFIAR GOELA ABAIXO. NÃO ENGULO.

Gosto do novo, do diferente, do ousado, do original, do que ainda não foi feito, do que ainda não deu certo, do que reúne todas as chances de dar errado.

Toda essa INTENSIDADE por toda a minha vida foi retribuída com o mesmo vigor. Raríssimas vezes conheci seres que não tinham uma opinião “ame-a ou deixe-a” sobre mim. Os que amavam acabavam por compensar aqueles que odiavam e o balanço magistral do universo era reestabelecido.

Por isso mesmo quero escancarar aqui a essência, o cru, o meu eu sem as ladainhas costumeiras dos que tentam te vender a própria imagem como seres imaculados. Assim você terá elementos suficientes para chegar às suas próprias conclusões.

SOU FILHA DA CORAGEM, NETA DA TEIMOSIA, IRMÃ DA RESILIÊNCIA E AMANTE PLATÔNICA DO IMPOSSÍVEL(apesar de flertar incessantemente com o improvável – sujeito mais disponível, sabe como é).

“Veja só se é possível encontrar tanto defeito junto”, diria Machado.

E em Machado me perdi por tantas e tantas vezes. Como os olhos de ressaca de Capitu, as histórias me arrastavam mais e mais para dentro, e me faziam mais apaixonada pela leitura a cada sequência de palavras sublimemente arranjadas, com o toque do gênio que lhe era ingênito. Me apaixonei desde cedo pelos romanceiros e ficções.

Ainda me apaixonaria outras tantas vezes, mas esta primeira foi a única que nunca me rasgou o peito. Dona dos exageros que sou.

A certeza absoluta sobre tudo, a paixão pela leitura e a vocação pela justeza me conduziram involuntariamente ao direito, sem que pudesse oferecer resistência. Delito qualificado contra o meu livre arbítrio. Não importava. O consentimento do pretenso ofendido estava dado.

Definido o destino, restava a mim seguir o caminho. Eis aqui outra característica que não buscarei esconder (mesmo porque não passaria despercebida a qualquer olhar mais atento): a IMPULSIVIDADE.

Vá lá, talvez não tenha sido agraciada com os atributos inerentes aos grandes pensadores e filósofos. Procurei, procurei, e não encontrei um só fragmento de temperança no meu ser, por pequenino que fosse.

Como já diria o bordão, o que não tem remédio, remediado está. E eu que tratasse de dar um jeito de lidar com os predicados que me couberam ao nascer, ou que aprendesse por conta própria aqueles adquiríveis pelo conhecimento e pela prática. Fiz os dois.

USEI O INCONFORMISMO COMO FORÇA MOTRIZ PARA ME TIRAR DA ZONA DE CONFORTO CADA VEZ QUE VOLTAVA PARA LÁ. LUGARZINHO TRAIÇOEIRO.

Prestei vestibular para entrar em uma Universidade Pública. Não entrei.

Estudei mais, estudei muito, estudei o quanto minhas forças aguentaram. Prestei novamente. ENTREI.

Decidi ingressar no serviço público, para me tornar assistente de algum juiz e aprender os ossos do ofício de magistrada que seria. Precisaria, para tanto, tornar-me escrevente. Prestei o concurso, não passei.

Analisei o que tinha feito de errado, quais falhas pesavam sobre meus ombros, onde poderia melhorar. Prestei novamente.

PASSEI.

Decidi me tornar assistente de desembargador enquanto aguardava minha nomeação para o concurso de escrevente (nomeação que a cada dia custava mais a acreditar que sequer seria levada a cabo).

Trabalhei de graça, empreguei toda a dedicação humanamente possível, mandei uma infinidade de currículos, fiz uma dezena de entrevistas.

FUI EMPOSSADA.

Decidi ABRIR MÃO DO CARGO no segundo grau quando fui nomeada escrevente, para seguir com o plano inicial (que agora se tornara factível) de assistir algum juiz. A mim era claro que o conhecimento ali adquirido me traria mais perto da sonhada toga, e razoavelmente compensariam a perda salarial. Abri mão dos vencimentos mais cobiçados por todos meus colegas, fui taxada de louca, fui julgada por pessoas próximas e pelos mexeriqueiros opinadores profissionais e amadores que tomaram ciência da história. Fiz mesmo assim.

Decidi empreender.

Criei um produto que em minha ingênua concepção ajudaria verdadeiramente aqueles que quisessem trilhar o mesmo caminho que tinha percorrido até então. Fui escrachada publicamente; fui atacada pessoalmente; fui objeto de bisbilhotices e de opiniões tão somente baseadas no “disse que disse”; fui julgada e condenada sem direito ao contraditório ironicamente pelos guardiões da própria justiça. Como o de Policarpo Quaresma, presenciei o triste fim da donzela vendada e o senti na pele. Perdi o cargo comissionado que ocupava desde meu ingresso no múnus público, apesar de manter o posto no concurso para o qual fui aprovada. Comemoraram a perda do meu cargo como comemoraram a vitória da seleção sobre a Alemanha na Copa de 2002 (ou ao menos era como a mim parecia. Perdoe os exageros, caro leitor, já os tinha alertado sobre estes).

DECIDI QUE NÃO ESTARIA MAIS ALI.

Decidi que não seria um fantoche. Decidi que não daria a ninguém o poder de deliberar sobre o que eu poderia ou não fazer da minha própria vida. Imagine lá se eu deixaria esses bons senhores darem pitaco no meu umbigo. Quanta petulância ora pois. Tomei as rédeas. Pedi eu mesma exoneração. No auge da insegurança mundial entreguei de bandeja a (diriam) tão desejada estabilidade. “Louca”, bradavam.

Se esse é o preço que ela custa, é cara demais. Aliás, nada nesse ou nos outros universos contrabalancearia o valor da minha liberdade. Que reste consignado em ata.

Que me perdoe Machado, que segue invicto no meu rol de estimados mestres, mas foi Pessoa que definiu como ninguém o âmago da minha alma. Como ele, TENHO EM MIM TODOS OS SONHOS DO MUNDO.

Eles são meus. Meus apenas. Ninguém tasca. Como minhas vontades.

E por eles eu não meço esforços. Eles me mantêm viva. Eles me recobram as forças quando o espírito falha. Eles me guiam quando eu não consigo ver a luz. Eles não desvanecem quando parece não haver saída.

Por eles eu finco o pé em minha teimosia. Por eles eu pulo sem paraquedas no desconhecido. Por saber o quanto eles valem, eu tento convencer todos aqueles que cruzam meu caminho a acreditar também, cega e incessantemente, em seu poder incomensurável.

E você, ACREDITA?